Cães e gatos sofrem com a falta de sangue

sábado, 24 de abril de 2010

Uma bolsa de sangue pode salvar a vida de 4 animais, mas a prática da doação ainda não é comum entre donos de pets. Saiba como o seu bichinho pode ajudar.

O que acidentes, lesões, traumas, cirurgias, doenças causadas por carrapatos, anemias e tumores, que atingem pets diariamente, têm em comum? A transfusão de sangue, que pode ser parte do tratamento ou a única saída para salvar a vida do seu melhor amigo em uma emergência.

Infelizmente a doação de sangue entre cães e gatos ainda não é um costume entre os donos. Até no Hospital Veterinário da Universidade de SP (USP), um dos principais do país, o estoque de bolsas de sangue é praticamente nulo. “O número é bastante reduzido, às vezes ficamos meses sem nenhuma doação”, alerta a prof. Denise Fantoni, responsável pelo banco de sangue do Hospital Veterinário da USP. Segundo a veterinária, são utilizadas mais de 20 bolsas de 450 ml mensalmente.

A urgência e a necessidade do sangue também é uma dura realidade para nós, humanos. Na Fundação Pró-Sangue são coletados 12 mil bolsas mensalmente, e mesmo assim só suprem 32% do sangue consumido na região metropolitana de SP.

Se para os seres humanos já é difícil, para os bichos a dificuldade é muito maior. “A maioria dos donos desconhece que existe transfusão entre os animais, e só tomam conhecimento quando os próprios pets enfrentam situações clínicas que necessitam do procedimento”, explica Dra. Simone Gonçalves, responsável pelo laboratório e centro de hemoterapia veterinária, o Hemovet.

Quando diagnosticado que o animal precisa da transfusão, o veterinário entra em contato com algum hemocentro e solicita uma bolsa de sangue, o valor varia entre R$90 e R$170. O alto custo, a dificuldade de encontrar doadores e a correria do dia a dia, faz com que esse momento sofrido fique ainda mais aflitivo.

No Rio de Janeiro, o Hemopet encontrou uma maneira de driblar a falta de tempo dos donos de animais: a coleta é feita na própria casa do futuro doador, fator que ajuda a prevenir o estresse do pet.

Mesmo assim, a batalha é diária para conseguir novos interessados. “Divulgamos nosso trabalho em meios de comunicação, feiras de cães ou qualquer evento relacionado, mas a nossa melhor divulgação é o boca-boca de nossos doadores”, esclarece a sócia do Hemopet, Dra. Luciula Moreira Kfuri, que comprova que a boa impressão do processo é a maior propaganda.

Foi exatamente a sugestão de uma amiga que despertou essa possibilidade na vida da webdesigner Marina Corrêa e de seu labrador Francesco. “Quando soube do Hospital Veterinário da Universidade Anhembi Morumbi, fui conhecer, e assim vi o tamanho da necessidade”, recorda Marina. “É triste ver o quanto as pessoas se sentem impotentes por não conseguir salvar a vida de seu melhor amigo porque não tem uma bolsa de sangue”, completa a protetora.

Saber que o sangue de Francesco poderia salvar a vida de quatro cães foi o detalhe final para a tomada de atitude. “Quando eu vi que poderia fazer a diferença, meu cão salvar vidas e conscientizar outras pessoas, não tive dúvida”, orgulha-se a mãezona do Francesco, doador há 4 anos.

E os gatos?
No Brasil a situação dos felinos é muito mais complicada. Não existem bancos de sangue disponíveis porque a bolsa adaptada para armazenar a coleta ainda não existe aqui. Hoje em dia, quando há um gatinho carente, os bancos e os próprios veterinários correm para encontrar um doador disponível e compatível, que possa doar o sangue no mesmo dia.

Um projeto entre a Hemovet e a FMVZ -USP pretende criar um banco de sangue e organizar uma padronização de coleta para os felinos. Enquanto isso não acontece, a ARCA Brasil entrou em contato com alguns gatis para saber se eles ofereceriam seus animais, fortes e sadios, para doarem sangue.

Com 22 anos nesse mercado, a empresária Elaine Jordão, dona do Gatil Blaze Star, confirmou que não existem criadores de gatos parceiros de hemocentros. “Seria uma coisa interessante, mas acho difícil um criador levar seu animal para doar sangue”. A proprietária do Gatil Bless Kellyas, Fátima Kellyas, reforçou a opinião de Elaine, “também acho difícil, o persa, por exemplo, é muito sensível e acaba se estressando facilmente”.

Contrariando a postura dos gatis, alguns canis comerciais cumprem um importante papel social ao se tornarem parceiros dos bancos de sangue consultados nessa reportagem.

Por que doar?
O processo é indolor e a quantidade de sangue retirada não prejudica o animal. Antes da transfusão o animal passa por uma minuciosa avaliação. Uma ótima oportunidade de ganhar o famoso “check up”, às vezes negligenciado pelos donos por falta de recursos ou tempo. “Realizamos exames para as principais doenças em todos os nossos doadores, como hemograma, erliquiose, Lyme, dirofilariose, leishmaniose e brucelose. Todos os exames são gratuitos”, garante a Dra. Simone, da Hemovet, em SP.

Tomando certos cuidados, como a escolha de um banco sério e com profissionais competentes, a doação de sangue é um enorme ato de amor, como conta a “mãe” de Francesco, Marina:

 “Certa vez uma cadela estava praticamente imóvel na maca. Eu vi quando preparavam a transfusão e fui acompanhar o processo. Eu comecei a falar com ela, disse que estava recebendo sangue de um cão muito arteiro, cheio de energia e que tinha que reagir, nesse momento ela abriu os olhos e em seguida levantou a cabeça. Foi uma festa! Os donos não sabiam como agradecer, então eu lhes disse, não precisa me agradecer, o meu agradecimento foi ver a filha deles reagir com o sangue do meu filho. Não tem nada no mundo que pague essa sensação”.


Quem pode doar
Cães
Peso mínimo: 27 kg
Idade: 1 a 8 anos
Vacinação e vermifugação em dia
Não pode ser portador de doenças crônicas
Estar clinicamente saudável
Temperamento dócil
Gatos
Peso mínimo: 4,5 kg
Idade: 1 a 8 anos
Vacinação e vermifugação em dia
Não pode ser portador de doenças crônicas
Estar clinicamente saudável
Temperamento dócil

Onde doar
São Paulo
Hospital Veterinário da USP
Telefones: (11) 3091-1248 / 3091-1364 / 3091-1244
E-mail: hovet@usp.br
Site: http://www.fmvz.usp.br
Hospital Veterinário Anhembi Morumbi
Telefones: (11) 2790-4642 / 2790-4643
E-mail: hospvet@anhembi.br
Site: http://portal.anhembi.br
Hemovet
Telefone: (11) 2918-8050
E-mail: hemovet@hemovet.com.br
Site: http://www.hemovet.com.br
Rio de Janeiro
Hemopet
Telefones: (21) Luciula 7855-8898 id: 83*31055 / Roberta 7854-5433 id: 83*30226.
Site: http://www.hemopet.net

EVENTOS em defesa dos direitos animais

24/04 - Ciclo de Estudos de Direitos Animais
Sábado, dia 24 de abril de 2010, das 15h às 18h30
'Fogo Amigo' - com Cláudio Godoy
Debate sobre as argumentações e atitudes que favorecem
e as que prejudicam os direitos animais.
R. Heitor Bariani, 291 - (próximo ao Metrô Tatuapé)
Informações: grupogeda@gmail.com
Realização: GEDA - Grupo de Estudos de Direitos Animais


25/04 - MANIFESTAÇÃO pelo Dia Mundial Antivivissecção
com a participação dos grupos Ativeg, Holocausto Animal e VEDDAS
e com o apoio da ANDA (Agência de Notícias do Direito Animal),
do Instituto Nina Rosa e da Sociedade Vegetariana Brasileira
realizará uma manifestação pelo fim do emprego de animais
para fins acadêmicos, científicos ou industriais.
25/04 - Domingo, às 10h00, na Av. Paulista (em frente ao MASP)


29/04 - MÚSICA E CONSCIÊNCIA PELOS ANIMAIS, PELO PLANETA
Dia 29 de Abril de 2010 (quinta) às 21h
No SESC Pompéia - Choperia - São Paulo
R$20,00 (inteira), R$10,00 (meia), R$ 5,00 (comerciários)
Idealização e Realização:
ANDA-Agência de Notícias de Direitos Animais
Adquira o seu em qualquer unidade do SESC em São Paulo.


02/05 - BAZAR VEGANO - Surya Brasil e VEDDAS no VEGETHUS
Venha conhecer os cosméticos sem crueldade da Surya Brasil - vendas a preços promocionais - e tratamento de higienização facial com a linha orgânica AMAZÔNIA PRECIOSA.
A renda será doada para a realização do ENDA 2010 (Encontro Nacional de Direitos Animais 2010),
que será realizado em outubro desse ano: www.enda.org.br
PARTICIPE! APROVEITE O DIA DAS MÃES E DÊ A ELA UM PRESENTE LIVRE DE CRUELDADE!
Também estarão expondo ONGs e empresas comprometidas com a proteção e defesa animal,
e estarão vendendo os seus produtos, beneficiando assim os seus projetos.
02 de maio de 2010 das 11 às 18 horas
VEGETHUS Restaurante Vegano - Rua Haddock Lobo, 187 | 11-2306-2116
(próximo à estação Consolação do metrô)
Mais informações: Surya Brasil | 08007707411 | faleconosco@suryabrasil.com | www.suryabrasil.com


24 a 29 de Agosto
II CONGRESSO MUNDIAL DE BIOÉTICA E DIREITO ANIMAL
II World Conference on Bioethics and Animal Rights
24 a 29 de agosto de 2010 em Salvador, Bahia
Realização: Instituto Abolicionista Animal


09 a 12 de Outubro
ENDA 2010 - ENCONTRO NACIONAL DE DIREITOS ANIMAIS
09 a 12 de outubro de 2010 em Porangaba, SP
Acesse o site www.enda.org.br
Realização www.veddas.org.br
VEDDAS-Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade

*

CÃES E GATOS


Adoção Sem Preconceito
24 de Abril de 2010 (sábado) das 10h às 16h
Local: Centro de Controle de Zoonoses - R. Santa Eulália, 86 - Santana
Informações: (11) 3397-8901


I Encontro de Protetores Independentes
Dia 05 de maio 2010 (quarta-feira), das 13h30 às 17h30
Local: Auditório do Centro de Controle de Zoonoses
Rua Santa Eulalia 86, Santana - (metrô Carandiru)
Realização: CCZ e PROBEM
Objetivos gerais do encontro:
- Conhecer as ações dos protetores independentes (PI);
- Realizar ou complementar o cadastramento dos PI já iniciada;
- Planejar as ações de controle reprodutivo no CCZ para os PI;
Inscrições: preencher a ficha que está em
http://br.groups.yahoo.com/group/pbeasp/attachments/folder/1460834013/item/list
ou clique aqui e enviar para probemsp@gmail.com
Uma confirmação da sua inscrição será enviada para o seu email.

Projeto de lei pode acabar com a eutanásia de animais em Pernambuco

terça-feira, 6 de abril de 2010

Ana Cristina Costa cuida temporariamente de seis cães e um gato (Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press)


Era mais um dia na vida de Ana Cristina Costa. Ela tinha ido fazer compras em um mercado em Casa Amarela e não pôde fechar os olhos para Zilu. A cadela ainda não tinha nome e, menos ainda, amor. Estava tão debilitada que mal conseguia andar, mas Ana Cristina a levou para casa. Foi um drible na falta de políticas públicas para animais de rua. A guardiã temporária conseguiu evitar a morte iminente na rua ou a carrocinha, o que traria o mesmo destino para Zilu. Mas é impossível aos defensores salvar todos os cães e gatos errantes. Por maior que seja o coração. É por isso que estão atentos à tramitação do Projeto de Lei 1521/2010 na Assembléia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Se aprovada e implementada, a lei colocará um ponto final na prática de eutanásias indiscriminadas, também denominada de extermínio e “fábrica de sabão”.

O projeto foi apresentado, no último dia 22, pelo deputado André Campos e seguiu para aprovação das comissões de Administração, Justiça e Saúde da casa. Cada uma tem 45 dias para emitir um parecer e a expectativa das entidades defensoras é que essa análise seja favorável. “Achamos o PL muito bem escrito e torcemos por sua aprovação. Estamos formando uma comissão para conversar com os deputados e acompanhar todo o processo”, disse uma ativista, a presidente da Associação de Amigos e Defensores dos Animais e Meio Ambiente (Aadama), Maria Padilha. O único ponto que promete provocar debate no movimento de defesa animal é o parágrafo único que estabelece que o animal pode ser eutanasiado após o prazo de 90 dias para adoção.

“Sabemos que alguns animais não são adotados e os órgãos públicos precisam trabalhar com essa realidade”, ressaltou Maria Padilha. Na justificativa do projeto, o deputado afirmou que a proposta foi uma maneira encontrada para vedar o extermínio dos cães e gatos de ruas. Atualmente, o Centro de Vigilância Ambiental (CVA) do Recife e outros centros de zoonoses no Estado atuam com base no 6º Informe da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 1973, que é considerado ultrapassado pelos defensores. Eles defendem que a norma válida é o oitavo e último informe de 1992, que conclui que o método de captura e sacrifício de animais de rua é caro e ineficaz. No Recife, cerca de 200 animais são eutanasiados por mês.

A prática também é condenada por não surtir efeito diante da rapidez na reprodução das espécies. Estimativas indicam que a proporção de cães e humanos se encontra em uma razão de 9,1 seres humanos para cada cão. “Eles se reproduzem muito rápido e, além de tudo, a eutanásia é feita de qualquer jeito aqui. Sem nenhum controle”, destacou Ana Cristina, que atualmente cuida de seis cães e um gato. A ideia é que Zilu permaneça de forma temporária, até encontrar um novo lar. O PL 1521 também prevê o desenvolvimento de um programa integral, com identificação dos animais, esterilização cirúrgica e adoção. “Sempre que recolho um animal, cuido e dou carinho, ele melhora. Fica lindo e carinhoso e sempre tem quem queira adotar”, defende Ana Cristina.

Interessados em adotar animais podem acessar o site da ONG Pet-PE (www.petpe.com.br), do próprio CVA (pelo portal da prefeitura – www.recife.pe.gov.br) ou entrar em contato com outras entidades (sarahfreitass@hotmail.com). O PL estadual é semelhante a um projeto de lei federal, o PL 1.376/2003, que está tramitando entre Câmara e Senado há sete anos.

Fonte: Diário de Pernambuco

Absurdo!! Lei que legaliza o consumo da carne de cavalo está avançando nos EUA

Por Giovanna Chinellato (da Redação)

Na quinta-feira, 01, a Câmara de Missouri, nos Estados Unidos, aprovou uma legislação que permite o assassinato de cavalos para consumo humano. A lei passou com 91 votos a favor, e 61 votos contra, e agora ruma ao Senado.



O retrocesso é que já existe uma lei federal banindo o consumo de carne de cavalo. No entanto, é permitido exportar cavalos para abate, e atualmente, cerca de cem mil cavalos são mandados ao Canadá e México. Esses cavalos são enviados em condições degradantes, sem comida ou água.

A nova legislação do Missouri faria o abate de cavalos novamente nos Estados Unidos.

Por que o Missouri quer matar cavalos? Porque é lucrativo vendê-los do outro lado do oceano. A carne de cavalo é considerada comida em vários países europeus e na Ásia, embora a Itália esteja considerando proibir seu consumo.

A reintrodução do assassinato de cavalos para consumo de sua carne apenas encoraja as pessoas a pensarem que cavalos são objetos para se comprar e vender, que podem serem facilmente descartados.

Diferenças culturais não justificam a matança de cavalos, assim como não justificam a morte de nenhum animal para o consumo de sua carne.

Com informações de Animals Change

Fonte: ANDA

Cachorro fica 'ilhado' após deslizamento em morro de Santos, no litoral de SP

Chuvas causaram o deslizamento de oito morros na cidade.
Defesa Civil colocou os morros em estado de atenção.



Em Santos, no litoral paulista, nesta segunda-feira (5), um cachorro mobilizou o Corpo de Bombeiros. Um deslizamento no Morro Boa Vista isolou o bichinho. O resgate foi rápido - embora o cão, assustado, tentasse se soltar. No final, nada de despedidas - o cachorro tratou de correr pra bem longe.Em Santos, no litoral paulista, nesta segunda-feira (5), um cachorro mobilizou o Corpo de Bombeiros. Um deslizamento no Morro Boa Vista isolou o bichinho. O resgate foi rápido - embora o cão, assustado, tentasse se soltar. No final, nada de despedidas - o cachorro tratou de correr pra bem longe.

Fonte: Globo.com

Questão de Etiqueta!

sábado, 20 de março de 2010

Mais ético e mais saudável: aprenda a diferenciar os rótulos na hora de comprar ovos e leve para casa uma melhor opção para sua família e para os animais


“Caipira”, “granja”, “orgânico”: as embalagens dos ovos trazem informações valiosas que dizem respeito à forma como são criados os animais que deram origem a eles. No entanto, a linguagem utilizada nem sempre é clara e muitas vezes pode confundir o consumidor. A ARCA Brasil, em sua Campanha Pelo Fim do Confinamento Intensivo Animal em parceria com a Humane Society Internacional (conheça o projeto), já falou sobre a diferença entre as galinhas poedeiras criadas em sistema de gaiolas em bateria e aquelas criadas com mais liberdade (confira). Veja, agora, como distinguir a procedência dos ovos quando for fazer compras.

A cor da casca do ovo dá apenas informações sobre raça da ave que deu origem a ele, e não sobre a forma como ela foi criada. Por isso, as denominações “Ovos brancos” e “Ovos vermelhos” diz respeito apenas à cor externa, assim como as denominações “Jumbo”, “Extra”, “Grande”, “Médio”, “Pequeno” e “Industrial” apenas permitem saber o peso aproximado do ovo. Já no que diz respeito ao método de produção, existem três tipos de ovos, segundo definição do Ministério da Agricultura:

“Ovos de granja”
Pode não parecer, mas os ovos rotulados dessa forma são aqueles produzidos de forma convencional, normalmente em sistemas fechados onde as galinhas são confinadas em “gaiolas em bateria”, que não lhes permitem sequer esticar as asas. As aves que põem os "ovos de granja" também têm seus bicos cortados com uma lâmina quente e podem ser submetidas à muda forçada (conheça o drama dos animais nas granjas). Sua alimentação é exclusivamente à base de ração, por vezes reforçada com aditivos que garantam a máxima produtividade de ovos.

Entre os ovos produzidos em sistema convencional há ainda os “Ovos Enriquecidos" ou "Vitaminados”, ou ainda “Ovos Pufa” - estes são normalmente enriquecidos com Ômega 3 e/ou vitamina E que foram adicionados à ração das aves. Já os “Ovos Light” prometem menos colesterol do que os normais. Contudo, nada disso diz respeito ao sistema de criação ou ao bem-estar animal. De toda forma, a validade deste enriquecimento dos ovos é questionada por nutricionistas, já que seria necessário comer uma quantidade de ovos além do adequado para obter quantidades relevantes de ômega 3 e vitamina E. Quanto aos ovos menos calóricos, as aves responsáveis por sua produção teriam de passar por dietas especiais que tornariam irregular a quantidade dos nutrientes presente neles.

Na União Européia, estes ovos não deverão ser produzidos nem vendidos a partir de 2012, segundo uma diretiva que proibirá o confinamento intensivo em gaiolas em bateria.

"Ovos Caipira", "Ovos Tipo Caipira" ou "Ovos Estilo Caipira"
De acordo com a legislação, estes ovos devem ser produzidos por galinhas criadas em sistemas extensivos (sem gaiolas), que podem ciscar e “pastar” pelo terreiro, com ninhos em locais cobertos para a postura dos ovos. A alimentação é feita de ingredientes exclusivamente de origem vegetal, sendo proibido o uso de remédios para o crescimento, antibióticos e pigmentos na ração. Também podem ser rotulados como “Ovos de Capoeira”, “Ovos Colonial” ou “Ovos Tipo Colonial”. Existem ainda os “Ovos Caipira Label Rouge” – produzidos a partir de uma linhagem de galinhas caipira importada da França, a Label Rouge. Infelizmente, este tipo de produção nem sempre é certificada por um órgão terceirizado.

“Ovos Orgânicos”
As principais características do ovo orgânico são a alimentação orgânica das aves (todos os seus alimentos são produzidos sem o uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos) e o respeito ao comportamento natural e bem-estar da ave (são proibidos procedimentos como a debicagem e o confinamento em gaiolas). Também é vedado o uso de promotores de crescimento e antibióticos na ração. Para aprovação do selo orgânico, o produtor deve apresentar certificado emitido por uma entidade certificadora terceirizada que segue parâmetros ditados pelo Ministério da Agricultura.

Estudos organizados pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP em 1991 demonstraram que os ovos de aves criadas soltas possuem cerca de quatro vezes mais vitamina "A" (essencial para regeneração da pele e das mucosas) que os de granja. A mesma pesquisa constatou que, como as galinhas não recebem rações comerciais, os ovos não contêm resíduos de antibióticos e de outros produtos químicos.

Certificação Humanitária no Brasil
Simultaneamente à Campanha pelo Fim do Confinamento Intensivo Animal, a Ecocert lançou no Brasil o mundialmente respeitado selo Certified Humane, que pode ser conferido aos criadores que respeitam diversos critérios de bem-estar (saiba mais). No país, onde o selo é recente, já há dois grandes produtores habilitados: o Grupo JD e a Korin Agropecuária. O primeiro teve reconhecida sua produção de bois e suínos para corte; o segundo, a de frango para corte. Se você não está preparado para adotar uma dieta vegetariana, consuma um produto mais responsável. Fique atento para esse logotipo!

Propaganda enganosa é crime
Se você encontrar embalagens de “ovos de granja” (criados em gaiolas) com fotos de aves ciscando ao ar livre - sugerindo que os animais não foram confinados - ou com palavras que confundam o consumidor quanto à origem do alimento, denuncie! A regulamentação brasileira proíbe nos rótulos qualquer indicação, por escrito ou ilustração, que passe falsa impressão e que forneça uma idéia errônea da origem e qualidade do produto.

Todo rótulo deve ser aprovado e registrado no DIPOA (Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal) e trazer impressa a declaração do registro e número. No caso dos ovos, as embalagens devem apresentar ainda o carimbo da Inspeção Federal.

* Com material da Humane Society of United States.

Cadelinha viralata adota leãozinho órfão em zoológico na Sibéria

quinta-feira, 18 de março de 2010

Filhote foi o único sobrevivente de ninhada de quatro felinos.
Ele foi entregue à cachorrinha por funcionários do zoo.

Leãozinho de dois dias mama em cadela no zoológico Royev Ruchey, na cidade siberiana de Krasnoyarsk, nesta quinta-feira (18). (Foto: Reuters)


O bebê é o único sobrevivente do parto, em que morreram sua mãe e três irmãos. (Foto: Reuters)


Ele foi entregue pelos funcionários a uma cachorrinha viralata, que o adotou. (Foto: Reuters)

Fonte: Globo.com